| |
Feira de tecnologia mostra seu lado ecológico
Em meio aos estandes e às cabines que exibem os
mais recentes aparelhos e tecnologias na feira
anual de tecnologia CeBIT, um dos subtemas mais
perceptíveis é o crescimento das preocupações
ecológicas do setor. A agenda para o evento
internacional incluiu as preocupações referentes
ao crescente debate mundial quanto à questão do
aquecimento global e muitos dos 5.845
exibidores, de 77 países, estão alardeando
produtos como servidores que consomem menos
energia e centrais de processamento de dados com
emissões zero de dióxido de carbono.
Bernd Bischoff, o presidente-executivo da
Fujitsu Siemens, uma joint ventura
nipo-germânica, afirmou que sua empresa está se
reposicionando como "a primeira empresa
fabricante de equipamentos de tecnologia da
informação que vai promover completa transição
para produtos de alta eficiência energética e
custo acessível". Segundo ele, o objetivo da
empresa é encontrar "o equilíbrio" entre as
necessidades de seus clientes, primordialmente
empresas sequiosas de dados, e o meio ambiente.
Embora feiras de tecnologia costumem atrair mais
referências aos celulares mais recentes, aos
laptops mais finos ou aos maiores televisores de
tela plana, o foco do evento quanto às questões
ecológicas ajudará a definir a agenda mundial do
setor, disse Achim Berg, gerente geral da
Microsoft na Alemanha. "Esta é de longe a maior
feira setorial do mundo", afirmou.
Sebastian Krause, vice-presidente do grupo de
software da IBM na Alemanha, disse que, devido
ao alcance da CeBIT, as idéias aqui apresentadas
seriam absorvidas e levadas a diversos países.
"Este é o lugar no qual a agenda do setor de
tecnologia é definida", afirmou.
A fim de destacar mais o conceito de tecnologia
da informação ecológica, a feira está
trabalhando com a Climate Savers Computing
Initiative, uma organização criada em 2007 com a
participação da Microsoft, Google, Intel, IBM e
outras empresas.
Seus objetivos são reduzir em 54 milhões de
toneladas ao ano as emissões de poluentes
causadas pelo uso de computadores. Jan Roschek,
gerente da Cisco Systems, estima que o setor de
tecnologia da informação responda por cerca de
2% das emissões mundiais de dióxido de carbono.
Em seu esforço por racionalizar o uso da
energia, o setor também está examinando como
reduzir custos. Caso seus amplos objetivos sejam
atingidos, cerca de US$ 5,5 bilhões em
eletricidade serão poupados, de acordo com a
organização.
A CeBIT está sublinhando a necessidade de
respeitar mais a ecologia, com um espaço no qual
foi montado um escritório de demonstração que
exibe soluções mais ecológicas para uso no
trabalho cotidiano.
"É o caso de levar cada pessoa a pensar como
pode contribuir para a proteção contra as
alterações climáticas e para o corte de custos",
disse Sven-Michael Prueser, diretor da CeBIT.
Usando hardware da fabricante de chips Intel, a
Sun Microsystems montou a central de
processamento de dados da feira, que será
acionada por energia solar. "Por enquanto a
idéia de tecnologia da informação ecológica é só
um conceito de marketing, mas é um tema que nos
manterá ocupados por muito tempo", disse Thomas
Sauer, diretor do serviço de instalações e
edificações da IBM na Alemanha. |
|